[Review] O cinema sem argumento de Andy Warhol

Em homenagem ao artista que, se vivo, faria 85 anos nesse último 6 de Agosto, viemos mostrar o lado menos pop do artista, o cinema minimalista. Andy Warhol é o ícone da pop-art e foi a encarnação do sonho americano no início dos anos 60.

Quando sentiu que não tinha o suficiente com a pintura, Andy Warhol partiu para o cinema. Começou a fazer seus primeiros filmes por volta de 1963, e com eles propôs o problema dos limites entre o artificial e o real. De início fazia filmes muito simples, com a câmera fixa, muito estáticos, e só tinha um ator que fazia o mesmo o tempo todo, com isso se pode contemplar o ator durante horas, assim realizou um tipo de cinema sem argumento.

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Com seus filmes, propunha ações mínimas da vida cotidiana, sem narração nem momentos privilegiados para construir e concluir uma história. O realismo desses filmes e o polêmico conteúdo tornaram-no um importante cineasta, ainda que em sua época muitos críticos tenham avaliado seus filmes como muito ruins. Abaixo, destacamos alguns:

Sleep

O protagonista é o poeta John Giorno que ficou dormindo enquanto Warhol aproveitou para filmá-lo.

Eat

O artista Robert Indiana parece comer cogumelos durante três quartos de hora, mas na realidade é o mesmo cogumelo.

Empire

O Empire State Building é o estático protagonista, só mudando a iluminação do edifício e a luz ambiental.

Kiss

Vários casais se beijam e cada sequência é um beijo com a mesma duração.

É claro que Warhol continuou seu trabalho cinematográfico transgredindo o roteiro, queria ver “o que mais poderia fazer com a câmera”, gostava da atividade improvisada. Fez paródias do cinema hollywoodiano, que considerava carregado de tabus e as referências a sexo acabaram sendo inevitáveis, refletiu a vida desaforada dos anos 60, com alguns do principais nomes da Factory como o ator Mario Montez travestido enquanto saboreia uma banana na obra Mario Banana de 1964.

Foi só em 1966 que Andy Warhol alcançou o sucesso comercial com seus filmes com a obra “The Chelsea Girls”.

Créditos: Gênios da arte: Warhol
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This entry was written by chiqueeordinario and published on August 9, 2013 at 9:59 pm. It’s filed under Cinema and tagged , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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