Para ver: The Punk Singer

The Punk Singer é um documentário sobre a vida de Kathleen Hanna, lançado na última semana no South by SouthWest (SXSW). Dirigido por Sini Anderson o filme conta a história de uma das pioneiras do movimento Riot Grrrl com suas bandas Bikini Kill, os projetos Julie Ruin e também, o Le Tigre.

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Conta com a participação de Carrie Brownstein, Corin Tucker, Kim Gordon, Tavi Gevinson, e muito mais. Também, oferece um olhar para a vida de Hanna hoje, com detalhes sobre sua luta contra a doença de Lyme, que a obrigou a parar de fazer o que mais ama: subir aos palcos e fazer música. Alguns momentos são documentados pelo marido de Hanna, Adam Horovitz do Beastie Boys.

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Anderson faz um trabalho excepcional ao contextualizar o papel de Hanna no movimento riot grrrl, oferecendo uma explicação do que foi caracterizado pela onda feminista no início dos anos 90 e como isso significou para o posicionamento da mulher na sociedade.

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Abaixo reproduzo um texto da página Machismo Nosso de Cada Dia que conta um pouco da história da cantora:

Kathleen Hanna, a cantora americana, ex-stripper, ativista feminista e escritora de fanzine, foi vocalista da banda riot grrrl Bikini Kill no início de 1990. Mais tarde liderou a banda Le Tigre no começo de 2000.
Durante as apresentações da banda Bikini Kill, Kathleen convidava os rapazes a irem para o fundo e convocava as meninas à ocupar a frente do palco (onde a banda entregava zines e letras de músicas para elas) e costumava ter atitudes ditas “chocantes”, como levantar a blusa e exibir palavras como ‘slut’ (vadia) e ‘rape’ (estupro) escritas em seu corpo. Uma forma de protesto contra a violência e o preconceito com a sexualidade feminina.

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Em entrevistas, Hanna fala abertamente sobre a sua decisão em ter realizado um aborto: “Foi uma das primeiras coisas que fiz por conta própria, eu trabalhei no McDonald’s, economizei dinheiro, e fiz. Eu sou pró-escolha e defendo isso, porque eu não estaria aqui falando com você agora se eu tivesse um filho aos 15 anos”. Ela acredita ser importante discutir esse tema, ajudando à diminuir o ‘estigma social’ que acompanha tal discussão.

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Amamos ou amamos Kathleen Hanna?

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This entry was written by chiqueeordinario and published on March 30, 2013 at 3:39 pm. It’s filed under Cinema, Feminista, Música and tagged , , , , , . Bookmark the permalink. Follow any comments here with the RSS feed for this post.

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